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15 de Outubro de 2019

MPF denuncia mulher que trancou empregada por uma semana sem comer

De acordo com a empresária, a decisão foi tomada “porque a subordinada estava doente e não poderia trabalhar”

examedaoab.com, Agente Publicitário
Publicado por examedaoab.com
ano passado

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro denunciou uma empresária por trabalho escravo. Segundo a acusação, entre dezembro de 2010 e fevereiro de 2011, a patroa teria submetido uma das empregadas domésticas que trabalhava em sua casa, em Copacabana, a condições degradantes.

De acordo com a denúncia, a empresária “manteve a vítima trancada na área de serviço durante uma semana, sem direito a circular pelo restante da casa ou se alimentar”. A Procuradoria não divulgou o nome da acusada.

Na época, a vítima adoeceu. Conforme relatos de testemunhas, a denunciada considerou que, se a empregada “não podia trabalhar, também não receberia salário nem se alimentaria”.

A mulher, de acordo com relatos, “xingava recorrentemente a vítima e proibia a presença dela e de outra funcionária no sofá da sala para assistir TV, obrigando-as a passar álcool caso o fizessem”.

Além disso, a jornada era exaustiva, de 7h à meia-noite, sem intervalo de descanso ou repouso semanal. A empresária morava em Brasília e foi residir no Rio, para onde levou a vítima.

A fim de evitar a saída da empregada de sua residência, a denunciada alegava uma dívida em função da venda de móveis para a trabalhadora. Culpava a vítima de ter “manchado blusas e quebrado itens da casa, itens a serem descontados do seu salário”. Fazia ameaças, ao afirmar que no Rio “qualquer bandido bateria por R$ 50 e mataria por R$ 100”.

O caso foi denunciado pelo Ministério Público do Rio em 2014 e a Justiça Estadual declinou a denúncia à Justiça Federal. A ação foi remetida então ao Ministério Público Federal em abril de 2018, responsável por denunciar novamente o crime e reiterar a competência federal no julgamento da ação.

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Fonte: Metrópoles

8 Comentários

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E o restante da história? Que fim teve a algoz? Como está a vítima? No mínimo, cabe uma boa indenização à pobre coitada que se submeteu ao trabalho escravo dessa ardilosa empresária maquiavélica!
Triste... continuar lendo

"A empresária morava em Brasília e foi residir no Rio, para onde levou a vítima." Vinda de Brasilia, não se poderia esperar outra coisa! Eu, particularmente, duvido que o tribunal "federal" vai fazer algo em favor da escravizada... muito triste! continuar lendo

Olá Raquel ! o restante da história, o fim da agressora e o estado da vítima eu não sei, mas, duas coisas coisas posso te dizer: 1) cabe sim uma reparação de danos e 2) processualmente, agora que a coisa vai começar a andar, pois o MPF só recebeu os autos em abril último. continuar lendo

triste mesmo e com muito pesar ter conhecimento de noticias de seres tão malevolos e saber que a impunidade é conivênte com esses lixos continuar lendo

De dezembro de 2010 até agora maio 2018. Que MP "espetacular". Devem ter feito muito IC até concluir pelo óbvio. Pagamos muito por muito descaso... continuar lendo

Que forma esdrúxula de dar uma notícia! Fato narrado de forma incompleta. continuar lendo