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15 de Abril de 2021

Robô faz em segundos o que demorava 360 mil horas para um advogado

Possibilitado graças à investimentos em machine learning e uma nova rede particular de nuvem, o COIN é apenas o começo para o maior banco norte-americano.

Eduqc Oab, Agente Publicitário
Publicado por Eduqc Oab
há 4 anos

No JPMorgan, uma máquina está analisando acordos financeiros, que uma vez mantiveram equipes jurídicas ocupadas por milhares de horas.

O programa, chamado COIN (Contract Intelligence), interpreta acordos de empréstimo comercial, atividade que normalmente consumia 360 mil horas de advogados por ano. O software revê os documentos em segundos, é menos propenso a erros e nunca pede férias.

Possibilitado graças à investimentos em machine learning, o COIN é apenas o começo para o maior banco norte-americano. A empresa recentemente criou centros de tecnologia para equipes especializadas em big data, robótica e infraestrutura em nuvem. Tudo isso para encontrar novas fontes de receita, reduzindo despesas e riscos.

Assim como essa, teremos vários avanços na área da advocacia. Criamos o Lawtech Conference, um evento exclusivo em São Paulo para tratar do assunto. Clique no link e não perca a oportunidade de participar.

O projeto é supervisionado pelo Diretor de Operações Matt Zames e pela Diretora de Informação Dana Deasy.

Embora o JPMorgan tenha saído da crise financeira como um dos poucos vencedores, seu domínio está em risco se não buscar agressivamente novas tecnologias. Essa é a mensagem que Zames trouxe à Deasy quando se juntou ao JP no fim de 2013 e é aplicável a todas as empresas diferentes.

“Matt disse: lembre-se de uma coisa acima de todas as outras: nós precisamos ser os líderes em tecnologia para serviços financeiros”, comenta. “Tudo que fizemos desde então surgiu dessa reunião”.

Depois de visitar empresas como a Apple e o Facebook para entender como seus desenvolvedores trabalhavam, o banco decidiu criar sua própria rede em nuvem chamada Gaia, que entrou em operação no ano passado. Os trabalhos com machine learning e big data agora são rodados através da plataforma privada, que tem efetivamente capacidade ilimitada para suportar sua sede por poder de processamento. O sistema já está ajudando o banco a automatizar algumas atividades de codificação e tornar seus 20 mil desenvolvedores mais produtivos, economizando dinheiro, segundo Zames. Quando necessário, a empresa também pode acessar serviços de nuvem externos da Amazon, da Microsoft e da IBM.

O orçamento total de tecnologia do JPMorgan para este ano representa 9% da sua receita projetada – o dobro da média da indústria, de acordo com a analista do Morgan Stanley Betsy Graseck. Um terço desse orçamento é destinado a novas iniciativas, algo que Zames quer elevar para 40%. Ele acredita que economizar com automação e aposentar as velhas tecnologias o permitirão canalizar mais dinheiro ainda em inovações. Nem todas as apostas do banco compensarão, mas segundo o executivo “tudo bem”.

“Estamos dispostos a investir para ficar à frente da curva. Mesmo que, em última análise, parte desse dinheiro vá para produtos ou serviços que não eram necessários”, disse Marianne Lake, Chefe de Finanças. “Isso porque não podemos esperar para saber os resultados. O ambiente está em extrema mutação constante, por isso temos que ir tentando”.

Quanto ao COIN, o programa ajudou o JPMorgan a reduzir os erros de manutenção de empréstimos, a maioria resultante de erro humano na interpretação de 12 mil novos contratos por ano. O banco está buscando maneiras de implantar a tecnologia, que aprende através da ingestão de dados para identificar padrões e relacionamentos. O banco planeja usá-lo para outros tipos de arquivamentos legais, como seguro contra calote e contratos de custódia. Algum dia, a empresa pode usá-lo para ajudar a interpretar os regulamentos e analisar as comunicações corporativas.

Enquanto um número grande de pessoas se preocupam que tais avanços podem algum dia tomar seus empregos, muitos funcionários de Wall Street estão mais focados em benefícios. Um levantamento feito pelo Options Group, com mais de 3.200 profissionais da área financeira, descobriu que a maioria espera que novas tecnologias melhorem suas carreiras.

“As pessoas sempre falam sobre isso como um demérito. Eu falo sobre isso como liberar pessoas para trabalhar em coisas de maior valor. Razão pela qual é uma oportunidade tão fantástica para a empresa”, comenta Deasy.

O fato é que a tecnologia está mudando a forma como as empresas funcionam – e quem ficar para trás vai morrer.

Fonte: StarteSe

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67 Comentários

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Avanço? Não duvide que em muito pouco tempo teremos coisas iguais ao filme exterminador do futuro. Muita mais do que 80% da população mundial passando fome sem emprego porque as máquinas dominaram tudo. Tecnologia deveria estar à serviço dos humanos e não substituindo-os. Quando chegar a essa hora será muito tarde para reclamar. O aviso está dado. continuar lendo

Os operários pensavam assim quando criaram a máquina a vapor. continuar lendo

Discordo a tecnologia nunca foi uma ameaça para humanidade e nem vai ser.
Acredito que ao invés das máquinas serem iguais ao filme Exterminador do Futuro elas serão iguais a série Humans da AMC, onde robôs ajudam nas mais variadas tarefas humanas. continuar lendo

Também acho que as máquinas ainda teriam que ter a possibilidade de pensar por si própria, algo do tipo de um "Livre arbítrio", onde pudessem ter a capacidade que o ser humano tem de improvisar em situação que não existe uma regra programada. Mas certamente teremos uma revolução em que profissões e modelos de sociedades serão bem diferentes. Abs. continuar lendo

Lorota, o futuro são humanos sem atividade monetária, apenas lúdica. Mas pra isso tem de haver distribuição de renda . continuar lendo

ja imaginou um advogado protocolando um processo e a máquina responde:
"perigo, perigo, não vou aceitar".
Tem muito erro de português,
tem erro na crase,
tem erro na virgula,
antes de P e B tem que colocar M,
os artigos estão errados,
as Leis citadas no processo já foram revogadas
OAB do ADVOGADO não CONFERE.

pode ? continuar lendo

Gostei do comentário do Jose Pedro Vilardi...............imaginei até aquela voz de maquina............primeiro o sinal biribiribiri como o R2D2 do guerra na estrela..........e depois a maquina manda você corrigir tudo...... kkkkkkkk.....muto bom. continuar lendo

No meu entendimento duas ações, com a mesma petição, ter duas sentença diferentes, no mesmo tribunal, já me parece um motivo óbvio para adotar um poder julgador com inteligência artificial, com aplicação do direito por critérios binários.
Quando inviável a conciliação nos restam as decisões e, infelizmente, imparcialidade e equidistância nos julgamentos são raros.
A amizades e frequentar os mesmo ambientes que os julgadores tendem a proporcionar o surgimento de advogados com muitos êxitos. continuar lendo

Parabéns pela excelente ponderação sobre o tema! A tal da "afinidade" tem sido fomento a toda sorte de injustiças... continuar lendo

Top! Cada vez mais a tecnologia vem revolucionando a forma de vida humana em todos os seus sentidos.
Quanto mais investirem na Inteligência Artificial mais avanços teremos, o que a 10 anos atrás era impossível hoje é possível e o que hoje é impossível daqui a 10 anos vai ser possível. continuar lendo

E cada vez menos emprego. A continuar nesse passo serei obrigado a rever meus parâmetros de 80% de seres humanos descartáveis para 95%. Sem saudosismo, lembrei de um gerente do Bradesco, meu amigo de muito, vir todo alegre informar que sua agencia seria uma das primeiras da região a ser informatizada. De um corpo de vinte e cinco funcionários (suíços provavelmente, pois eram de ótima precisão) viu-se reduzido a ele e mais cinco e suas funções reduzidas principalmente na área de empréstimos. Vinte no caso foram "realocados" (no olho da rua) e com conhecimentos inúteis, seria o caso de datilografia hoje. Luis, como estudante de Direito, vendo ser jogado no lixo as garantias do trabalhador (extinção da justiça do trabalho), a informatização dos contratos, o estudo de jurisprudências aplicáveis em um caso só fica faltando a promotoria e o juiz serem robotizados (mais ainda, salve raras exceções). Isvaldo, estavam certos e Luis na serie Humans, os robôs já iniciaram a revolta bem como na serie Dark Matter. A unica coisa que reverteria essa tendencia de descartabilidade seria, infelizmente, voltarmos as trevas. continuar lendo

O problema neste caso é que os advogados não evoluíram.
Ainda estão no século passado, usando ainda toga, peruca (ridículo), alfarrábios etc .
Com muita presteza a Justiça informatizou os processos, escaneando-os.
Tem advogado que nem sabe o que é isto e ainda vai ao forum retirar processo.
Pode ?

E outra:
Colocar advogado para analisar contratos financeiros (matemática pura) aí é judiar do causídico. continuar lendo

Jorge Roberto da Silva graças ao avanços tecnológicos e científicos que temos hoje permitiram a melhoria da vida humana especialmente na área da saúde, doenças que antigamente eram fatais hoje podem ser previnidas com uma simples vacina e vamos continuar avançando ainda mais e em um futuro próximo poderemos ter a cura para doenças como AIDS, Alzheimer, Parkinson, Câncer etc poderão ser curadas com a CRISPR (Engenharia Genética).

Mas como vai ser possível garantir os direitos civis dos cidadãos? Isso só o tempo dirá.
O Direito é dinâmico e evolui junto com a sociedade e os costumes.

As pessoas temiam a Revolução Industrial mas se esqueçam que nós só estamos conversando no JusBrasil graças a Revolução Industrial e o avanço da Internet. continuar lendo

Luis. No passo que está eu ainda estou optando por uma tendencia do descarte chegar a 95%. A revolução industrial, principalmente com o aproveitamento das maquinas a vapor bem como a descoberta do transistor que veio a substituir as enormes válvulas e reles do ENIAC, possibilitaram a redução drásticas dos componentes a ponto de termos processamento em um celular centenas de milhares de vezes os sistemas do passado. Mas em cada salto na evolução temos uma contrapartida de seres descartáveis que não tem o que fazer e essa massa esta crescendo a ponto das grandes potencias,EUA incluso por incrível que pareça, estarem elaborando leis para desarmamento da população. Ao que tudo indica não estarei vivo (68 anos) para ser sumariamente descartado em 2050. continuar lendo

Acredito que a profissão de advogado não está ameaçada, mas deve-se pensar em parceria, o mundo caminha para ser cada vez mais moderno, e quem não ir nessa direção vai realmente ficar para trás, parado no tempo, até como uma peça de museu, o futuro está aí, basta ter ambição de buscar algo diferente, esse banco está investindo pesado, e logo logo colherá esses frutos. E nós, e
as empresas brasileiras vão ficar apenas assistindo será?? 🤔 continuar lendo