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16 de Setembro de 2019

Jacquin: “Nunca mais assino uma carteira de trabalho”

O chef francês e jurado do MasterChef critica a legislação trabalhista brasileira e fala sobre a questão do machismo dentro da cozinha.

examedaoab.com, Agente Publicitário
Publicado por examedaoab.com
há 2 anos

Jacquin Nunca mais assino uma carteira de trabalho

Em entrevista publicada nesta semana na seção das Páginas Amarelas de VEJA, o chef francês Erick Jacquin fala sobre as dificuldades que enfrentou na carreira após a falência de seu restaurante em São Paulo e sobre sua reinvenção como jurado do programa MasterChef Brasil – que na semana atingiu seu recorde de audiência na atual temporada, com 7 pontos no ibope, e garantiu a liderança da televisão aberta para a Band ao longo de parte de seu episódio semanal.

“A falência foi o grande problema da minha vida, mas consegui virar a página: fechei meu restaurante e estou pagando tudo o que devo. Não tenho vergonha nenhuma. Hoje, sinto minha cabeça leve a esse respeito. Respondi a muitos processos trabalhistas, mas, graças a Deus, o sufoco já está acabando”, diz Jacquin.

Ele também ataca a legislação trabalhista no Brasil, apontando-a como a grande vilã para empreendedores com seu perfil.

“A legislação trabalhista no Brasil é a maior vergonha do mundo. Há muita gente querendo empregar, mas ninguém quer se arriscar. Nunca mais vou assinar uma carteira de trabalho”, afirma Jacquin.

Egos e discriminação sexual

Na entrevista, o chef também fala sobre a razão de existirem tantos egos inflados na sua profissão.

“Quem inventou a comida foi Deus, mas quem inventou o cozinheiro foi o diabo. Os chefs são capetas metidos e pretensiosos. Mas a culpa é dos críticos gastronômicos, que dizem que o sujeito faz uma comida divina e publicam uma foto dele todo bonitão. Elogios sobem à cabeça”, afirma, frisando que hoje faz um mea culpa e procura ser humilde como jurado do MasterChef. “Virei um docinho de coco”.

Ele comenta, ainda, a controvérsia sobre machismo na penúltima edição do programa. Disse que houve exagero na acusação e que a verdade é que não há espaço para cortesia com ninguém na cozinha.

“Não há sexo dentro da cozinha. Há cozinheiro. A polêmica foi exagerada. E vou esclarecer uma coisa: dentro de uma cozinha, não temos tempo de falar ‘por favor, querida’. É ‘vá lá pegar o sal, pô!’. Não há tempo para ser carinhoso".

Jacquin opina, por fim, que o típico prato de arroz, feijão e farofa consumido pelos brasileiros é coisa de país pobre.

“Todos os países onde as pessoas comem farinha, arroz e feijão tinham ou têm problema de gente passando fome. É coisa da Índia, da China, do Brasil. O cara enche a barriga, a fome passa”.

Fonte: Veja

Você concorda com as declarações de Erick Jacquin? Deixe sua opinião nos comentários.

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17 Comentários

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Comungo da mesma opinião. Infelizmente o Brasil tomou um rumo que, temo nao ter volta. Por razões diversas cheguei a mesma conclusão. A ultima audiência trabalhista que participei me fez sentir a mesma coisa que o Sr. Erick. Um humilde trabalhador, contratado sem registro e direito algum, demitido da mesma forma sem causa alguma, foi obrigado a aceitar um acordo irrisório, proposto por um empresario renomado da rede gastronômica, com histórico de mau empregador.
Os empregadores nao cumprem suas obrigações, exigem do funcionário além dos deveres, em nome do cliente que é o verdadeiro patrão, dispensam sem pagar os direitos legais e jogam para a justiça resolver que ele pode ignorar seus deveres e pagar só o que tem vontade de pagar, ou seja nada.
Vergonhosa a situação que o pobre do brasileiro honesto chegou. A era "Joesley" acabou com o pais. Revoltante continuar lendo

Concordo!! no modo geral virou um desafio assinar uma carteira, é como entrar numa guerra, vc tem que se preocupar em se defender de todos e todos os dias, parece uma arma contra vc mesmo , onde o normal deveria ser amigos do convivio do dia dia ,é lamentável ser assim . continuar lendo

Concordo em partes.! Se houve diversas ações trabalhistas contra ele, sem motivo que não foi.
Analisando a postura dele nas primeiras temporadas do Master Cheff, com o intuito maior de humilhar os participantes, duvido que já não seja da índole dele. Agora, realmente esta mais humilde, aparentemente, mas também, as vezes é necessário chegar ao fundo de um poço para recuperar o caráter e a humildade.
Em relação ao direito trabalhista brasileiro, já passou da hora de uma reforma. Já se tornou primitiva e não acompanhou a evolução social. continuar lendo

Colega, percebe-se que você não atua na área trabalhista, pois atualmente a Justiça do Trabalho se encontra repleta de ações trabalhistas sem motivo algum, muitas vezes incentivadas por advogados mercantilistas.

Quanto a postura dele frente ao Master Cheff, não da para tomar como base que os xingamentos façam parte da rotina dele, é um programa de televisão, onde o único objetivo é fazer a maior audiência possível e ele certamente deve ser incentivado a ter estes tipos de atitude, não que eu concorde com isso, mas é assim que funciona o mercado da telinha. continuar lendo

Ricardo, por enquanto sou apenas acadêmico e acompanho o Jusbrasil buscando conhecimento e experiência que vocês tem a compartilhar e sou muito grato com o que tenho aprendido aqui até hoje.

Eu não quis dizer que no Brasil não exista ações sem motivo algum, trabalho no R.H. há alguns anos e vejo como os clientes do escritório sofrem com essa ações. Muitas vezes porque a empresa não quis fazer o tal "acordo" e os empregados se sentem prejudicados e já entram com ações motivadas pelos "advogados mercantilistas" como você mesmo disse.
Só fiz o comentário porque eu duvido que uma pessoa que finge ser arrogante em um programa não leva isso para a vida pessoal, pois, ele faz bem este papel. continuar lendo

Tanto a postura deste francês como a do Roberto Justus no Aprendiz são repudiáveis. Eles humilham, ainda que em teatrinho, os candidatos em público. O pior não é a cena, mas a banalização do assédio moral. Quem assiste a tais programas começa a pensar que assédio moral e falta de respeito são atos normais e o que estava num "teatro" se replica no mundo real. continuar lendo

A CLT é de 1943 e hoje estamos exatamente no dia 27 de junho de 2017, alguém tem alguma dúvida que o Jacquin está certo? continuar lendo

Como se o texto não tivesse alteração, né? continuar lendo

Muitas que tiveram né?! Mas a questão não é nem essa, o que me refiro é uma reformulação no todo, a CLT definitivamente não acompanhou a evolução empresarial. É quase impossível ser empresário no Brasil atualmente. continuar lendo