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25 de Janeiro de 2021

Por que a mulher deve se aposentar mais cedo do que o homem?

Reforma da Previdência extingue a soma da idade com tempo de contribuição e iguala a idade mínima para homens e mulheres.

Eduqc Oab, Agente Publicitário
Publicado por Eduqc Oab
há 4 anos

Por que a mulher deve se aposentar mais cedo do que o homem

A reforma da Previdência proposta pelo governo Temer tem gerado muitas críticas de especialistas da área. Uma delas que tem gerado polêmica é o fim da diferença de idade mínima para homens e mulheres se aposentarem.

Pelas regras atuais, a soma da idade e tempo de contribuição deve ser de 85 para mulheres e 95 para homens.

Se for se aposentar por idade, as mulheres precisam ter, no mínimo, 60 anos, e os homens 65.

A reforma extingue a soma da idade com tempo de contribuição e iguala a idade mínima para homens e mulheres.

A medida foi bem vista por parlamentares da base e, inclusive por mais da metade da população.

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha em julho deste ano revelou que 57% dos brasileiros acham que homens e mulheres deveriam se aposentar com a mesma idade.

E não há diferença entre entre os gêneros: 59% dos homens e 56% das mulheres concordam a proposta.

Mas, para especialistas, igualar a idade mínima no contexto atual no Brasil significaria um retrocesso nos direitos das mulheres.

“Hoje, se trata de maneira diferente casos diferenciados. Essas distinções não devem ser tratadas com igualdade, pois você gera ainda mais injustiça e aumenta o ‘gap’ de gênero”, afirma a socióloga e cientista política do Ibmec-RJ, Angela Fatorelli.

Antes de entrar no mérito do que é justo ou não, é preciso entender por que há a diferença hoje.

As mulheres se aposentam mais cedo atualmente por uma “compensação”, levando em consideração que elas trabalham mais que os homens, uma vez que elas agregam o trabalho doméstico ao emprego remunerado.

E, por mais que a última reforma da Previdência seja antiga e considerada “ultrapassada” (e uma reforma seja necessária para dar sustentabilidade ao sistema), a jornada dupla das mulheres brasileiras continua bem atual.

De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais – Uma análise das condições de vida da população brasileira, divulgada no início de dezembro pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as mulheres trabalham cerca de cinco horas a mais que eles por semana.

E o pior: ganham cerca de 30% menos que os homens, uma vez que elas trabalham cerca de seis horas a menos por semana que os homens em sua ocupação remunerada.

Por outro lado, como dedicam duas vezes mais tempo que os homens para as atividades domésticas, o total de horas trabalhadas pelas mulheres é de, em média, 55,1 horas por semana, contra 50,1 horas deles.

Ainda segundo a pesquisa, na última década, os homens permaneceram com uma jornada de apenas 10 horas semanais com os afazeres domésticos — o que prova que aqui pouca coisa progrediu e, apesar dos avanços das mulheres no mundo corporativo nos últimos anos, ainda sobra para elas o cuidado da casa e dos filhos.

E foram esses pontos levantados pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), crítica da reforma.

“Nós queríamos ter o mesmo período de aposentadoria que os homens, se tivéssemos salários iguais, não 30% a menos, que não é o meu dado, é o dado oficial; se não tivéssemos a tripla jornada de trabalho, mas temos a tripla jornada de trabalho.”

“Não é o momento de promover a igualdade [na idade da aposentadoria]”, avalia o professor de Direito do Trabalho da FGV, Jorge Boucinhas. “Em algum momento, vai ter de acontecer.”

Para o professor, a reforma não leva em consideração uma questão cultural brasileira que ainda não foi superada. “Na hora que for, a mudança deve ocorrer de uma forma suave, até que consiga uma situação de igualdade, o que estamos longe de alcançar hoje.”

“O equívoco é promover a igualdade em um momento que ainda é desigual [para as mulheres].”

Apesar das mudanças que ocorreram nos últimos anos, inclusive o aumento da participação feminina no mercado de trabalho, a professora do Ibmec-RJ Angela Fatorelli lembra que não se pode negar que a mulher continua trabalhando mesmo após se aposentar. “A diferença de idade seria uma compensação da jornada dupla e do cuidado com a família, que não se encerra com a aposentadoria.”

Na opinião da cientista política, uma questão que não foi pensada é o papel da avó nos afazeres domésticos e familiares — e o quanto a mudança pode impactar as próximas gerações.

“Eles [os governantes] se esquecem do papel da avó na criação dos netos. Quantas avós vocês conhecem que cuidam dos netos ou de crianças da família?”

Ela concorda que a idade de aposentadoria é igual em vários países, mas reitera que as avós nestas culturas são bem menos participativas na criação e educação das crianças do que no Brasil. “Você não pode esquecer desta figura. É uma realidade brasileira que não se leva em consideração. O governo vai acabar gerando um problema grande de insatisfação e insegurança.”

A professora avalia que a reforma da Previdência é importante e bem-vinda, pois leva em consideração a redução dos contribuintes e a estimativa de vida da população, mas pondera que tem que ter especificidades diferentes para cada caso. “Tem que discutir com a população e não como está acontecendo, fazendo tudo de forma atropelada.”

“Em um mundo ideal essas diferenças não precisariam existir. Fazendo uma analogia bem grosseira, é igual ter vagões de metrô apenas para mulheres. Eu queria usar um transporte público em que eu não me preocupasse com a roupa que estou usando ou com quem está do meu lado, mas isso ainda não é possível. É uma medida compensatória. Acredito que, com essas mudanças, teremos uma perda no que diz respeito à desigualdade social e à desigualdade de gênero.”

Possibilidade de mudança

A equipe econômica de Temer já está trabalhando com a possibilidade de reduzir de 65 para 62 anos a idade mínima para mulheres se aposentarem.

A mudança, segundo o jornal Folha de S. Paulo, é para prevenir a ideia de “vitória” entre os deputados que são contra a reforma e estudavam uma emenda na votação na Câmara.

A expectativa do governo é que a Câmara vote a proposta em plenário ainda no primeiro trimestre de 2017.

Fonte: HuffPost

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58 Comentários

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Desculpe, mas em SP já é bem comum homem e mulher dividir os afazeres domésticos. Tanto é que já há frases populares dizendo "mulher hoje em dia não cozinha mais"...

Outro fato é q vc apresentou apenas as desvantagens de ser mulher. E as vantagens? Elas tem licença maternidade maior que a da paternidade. Elas pagam menos para entrar em eventos de lazer como bares, baladas... Na minha opinião as mulheres hoje tem mais vantagens que os homens. É só olhar a proporção de mulheres cursando ensino superior. Já ouvi professores falando que em menos de 20 anos as mulheres dominarão o mercado de trabalho. continuar lendo

Nos dias de licença maternidade o pai cuida da criança? A mulher cuida em tempo integral 24 hrs, e os homens não fazem curso superior por falta de interesse. O que vejo são mulheres chegando em casa as 19hrs e tendo que fazer janta cuidar de filho, enquanto o marido já estar deitado ela ainda lava e passa, sem contar que quando tem um divórcio na maioria dos casos os filhos fica com as mães que precisam trabalhar e assumem toda a responsabilidade com os filhos. Estão caçando as vantagens. continuar lendo

Rafael

Em SP dividem afazeres, e no resto do Brasil, por mais que isso aconteça ainda temos homens que não foram criados pra respeitar as mulheres imagina só ajudar nos afazeres.

Licença maternidade maior, me poupe querido mas eu abria mão dos 120 dias só pra ver homem dar a luz, amamentar e se recuperar do parto, adoraria ver o pai da criança fazer esse papel.

Ela pagam menos para entrar em baladas, nossa que vantagem né, como se o Brasil todo vivesse na balada, tem mulher que não tem nem o que comer em casa, a tal ''vantagem'' é nada mais do que um oferta dada pelas casas noturnas para que elas lotem, não está na constituição, não é obrigatória e sinceramente não favorece em nada.

Mulheres cursando ensino superior, bom se levarmos em consideração que no mundo existem mais mulheres, essa proporção já não seria mais tão grande, sem comparar que para as mulheres resta estudar e se especializar para conseguir uma boa colocação e ganhar menos que os homens pois ainda ganhamos menos que os homens, caso não saiba.

Agora Sr. Rafael se tiver um argumento mais sólido, algo que seja realmente uma vantagem e não uma falácia, estou querendo ver as vantagens femininas no Brasil.

Mas procurem antes sobre as ''encochadas'' no metro, sobre o número de mulheres que sofrem abusos, o que é acontece durante uma gestação, sobre a legislação que até então protegia os estupradores e obrigava suas vítimas a casarem com elas, sobre a educação feminina no Brasil, etc.... continuar lendo

Ana Maia. Interessante sua consideração. A licença paternidade em termos de tempo é consideravelmente menor para o homem. É óbvio que o pai cuidará menos da criança. Ele tem menos tempo legalmente concedido.

Na sua afirmação "os homens não fazem curso superior por falta de interesse". Nao sei com que base você diz isso. Na minha opinião os homens continuam fazendo curso superior. A grande novidade é que de 1970/1980 as mulheres começaram a dividir as cadeiras universitárias com os homens. Como historicamente há mais mulheres do que homens e como hoje os direitos são iguais é óbvio que elas serão maioria.

No restante da frase "O que vejo são mulheres chegando em casa as 19hrs e tendo que fazer janta cuidar de filho (...)". Não sei até que ponto isso é verdade. Vejo muitos casais novos que dividem a cozinha e outros comendo fora pq nenhum dos dois sabem cozinhar bem.
Mesmo que sua afirmação seja verdadeira, posso dizer com base num comentário abaixo bem interessante do Regis Mendes que diz "via de regra, mulheres são muito mais exigentes com"a casa"que os homens" talvez explique isso.

A bem da verdade e isso você não poderá contestar é que a mulher vive mais. Qualquer estatística que você encontrar mostra que o homem vive menos. Se a gente olhar sobre esse viés e se atentar que até pouco tempo atrás apenas o homem trabalhava enquanto a mulher não, logo deveria o homem se aposentar antes. Mas aí seria machismo né.. Direitos iguais para todos. Nem mais pra um nem pra outro e pronto. Tão fácil resolver essa questão. continuar lendo

Concordo. Nos últimos anos e em muitas regiões as mulheres dividem as tarefas domésticas e os cuidados com os filhos, incluse, andam fugindo do fogão rsrsrs. Além de, estatisticamente, viverem mais. continuar lendo

É isso ai. Devemos fazer um movimento para que os homens possam parir também. Já está tudo virando gay graças a groblu, que perdeu até o plim-plim, podemos dar uma forcinha. Direitos iguais,

Senhor Motorneiro, pare por favor esse bonde que chegamos a nosso destino. Daqui para frente vamos caminhando para o inferno do paraíso.

Homem com homem
Não vira lobisomem
Mulher com mulher
Não vira jacaré
Seja Maria, seja José
Cada um ama como quer continuar lendo

Sem falar que, se o critério for "jornada dupla" eu toda minha vida adulta sempre trabalhei de dia e estudei à noite, faculdade, especializações, cursos técnicos. Então eu também mereceria aposentar antes, não? continuar lendo

Senhor Rafael Pereira,

Concordo parcialmente, acredito que poderia ter uma redução para mulher que tenha filho (a) como acontece na França (salvo engano) até um certo limite é claro. continuar lendo

Ana Maia

Tenho conhecido homens que trocaram de papel com a mulher! Algumas trabalham fora e o marido cuida da casa numa inversão total de papeis. Isso não é ruim, inverter os papeis não tem conotação nociva.

Outro amigo ficou desempregado e a mulher continua no serviço e ele me questionou o que devia fazer. Eu disse a ele que assumisse todas as tarefas domésticas, a mulher gostou! Ela chega e está tudo arrumadinho e a comida na mesa. Não sei por que vocês reclamam disso.

Eu mesmo trabalho em casa, faço comida, crio meu filho, sou divorciado e nunca vi tanto peso assim nas tarefas domésticas. Tenho casa própria e cuido dela em menos de meio dia, fora o dia do faxinão. Outro meio dia uso para estudar, fazer faculdade, visitar enfermos e blá, blá, blá.

Me sinto triste por que a mulher despreza tanto o serviço doméstico e reclama tanto dele. É uma dádiva divina cozinhar para quem amamos.

O que o governo Temer fez foi confirmar as diferenças de tratamento em detrimento da igualdade que os gêneros buscam. continuar lendo

Bem, eu pertenço a safra dos homens que amavam e defendiam as mulheres. Parece que foi ontem, mas já faz tempo.
Hoje, o ingresso da mulher tomando espaço no mercado de trabalho, e digamos com toda a certeza de que está sendo por meritocracia, a liberdade (que muitos ainda não entenderam) parece colocar a mulher em nível igualitário ao homem. Só que não.
A mulher forte, ainda é do sexo frágil (veja só quanto tem que se dedicar a mais para ser forte igual), ainda é a nossa metade, ainda merece ser protegida.
Só tenho a elogiar a mulher que estuda, trabalha, cuida pelo menos de sua parte nas obrigações de um lar e ainda, gera nossos filhos.
Com certeza merece receber igual a qualquer homem e com certeza merece se aposentar antes.
Vai ser bom, chegar em casa e encontra-la mais descansada, mais realizada e mais feliz.
Não me importo em trabalhar mais tempo e leis à parte, nem que seja por mera gentileza.
Nem pensar em uma vida sem elas...rs continuar lendo

Sério que jogaram evidência anedótica contra uma estatística? continuar lendo

Desculpe, mas não vejo como vantagens maiores do que dos homens. No caso da universidade, as mulheres não têm privilégio a mais, elas não pagam menos e a prova é a mesma, não existe nada que justifique dizer que é uma vantagem; é apenas um direito que era negado pra mulheres, visto que só entravam homens nas faculdades, era proibido estudar. E faz poucos anos que a mulher tem esse direito de estudar. O direito do tempo de maternidade é apenas durante alguns meses, ela vai cuidar do filho a vida toda. Mulher nenhuma quer fugir de ser útil no trabalho e desfalcar a empresa, falam como se a mulher agisse de má fé ao engravidar durante a carreira, mas não se tem escolha já que a mulher não pode gerar filhos após a aposentadoria. É a natureza. E pagar menos na balada é o machismo, pois usam a mulher como um produto atrativo pros homens irem nas baladas. Ela vira um chamariz e elas estão na verdade sendo "prostituídas", pois os homens pagaram a diferença do desconto pra elas. Mas ao meu ver, o problema está nos salários. O Brasileiros no geral ganham muito, mas muito pouco mesmo. Um pedreiro ganha mais por semana que uma pessoa que fez faculdade. Obviamente, a maioria esmagadora é homem, pois as mulheres não fazem o trabalho de pedreiro e mesmo quando fazem ninguém confia nelas pra um trabalho desses. Com isso, os homens preferem não avançar nos estudos já que ganhariam menos em geral. Um analista de sistemas pode ganhar menos que um pedreiro. Eu vejo muitos casos assim, o homem não quer estudar mais porque sabe que vai ser um investimento alto, de tempo e sem o retorno financeiro. A mulher pra ter respeito no mercado precisa ter muitos diplomas e mestrados. Em 20 anos as mulheres dominarão o mercado, mas ganharão uma miséria. Acho que não é vantagem... continuar lendo

Todos são iguais perante a lei? São, não são?
Uma mulher solteira? Um homem solteiro? Um trans-sexual? Como se resolve isso?
A maioria dos países do mundo equipara a idade.
Alemanha, Islândia, Noruega, Estados Unidos tem a mesma idade
Argentina e Rússia tem diferença.
Mulher nao vive mais que homem? Por que trabalharia menos?

E sobre: "como dedicam duas vezes mais tempo que os homens para as atividades domésticas" É totalmente falacioso, mentira! Hoje existe divisão igual de responsabilidade das tarefas. continuar lendo

Molusco

É que ser mulher nos países citados é igualzinho a ser mulher aqui no Brasil né, a educação, a saúde a infraestrutura, a cultura tudo igualzinho.

Mulher vive mais porque ao contrário dos machões não se envolve tanto em briga, acidente de trânsito, costuma ir ao médico.

E se você divide as tarefas de forma igualitária, perfeito mas infelizmente isso no Brasil esta apenas começando ainda não temos essa cultura em todos os estados brasileiros, e infelizmente quem mais sofre são justamente essas mulheres mais simples desses locais que não costumam ter essa bela cultura de ajudar a companheira. continuar lendo

Verdade! Não falaram das vantagens da mulher.
Pra se ter uma ideia, se eu quisesse ir pra baladas e bares que gosto todo final de semana (sexta e sabado) eu gastaria pelo menos R$700,00 só para entrar (sem comidas e bebidas).
A minha prima se quiser fazer o mesmo vai gastar apenas a locomoção até o local e muitas vezes nem bebida e comida paga já que muitos homens oferecem os insumos às mulheres (o inverso não é verdadeiro). continuar lendo

Mesmo para quem existe isso é opção. Fica com macho preguiçoso a mulher q quer. Opção não deve onerar toda a sociedade. É absurdo isso. As regras devem ser iguais. continuar lendo

O Rafael Pereira comparou o gasto na balada com o assédio, violência, abandono paternal, etc. que as mulheres sofrem, por serem mulheres. continuar lendo

Infelizmente tenho que classificar o artigo como "textão feminista". Mesmo que bem embasado legal e historicamente, tenta a todo custo vender uma ideologia que benefcia a mulher acima do homem. Afirmo isto pelo fato das contradições de querer se evoluir a sociedade cultural praticando o que é velho. Não podemos de maneira nenhuma embasar costumes ou culturas pessoais para delimitar algo tão importante e generalisado quanto a previdência. Se for esse o caso, devemos tornar legal que a mulher seja obrigada a cuidar de todos os afazeres domésticos... seria como se no ato do casamento o marido assinasse a CTPS da Esposa. Absurdo! Como vamos evoluir se a todo momento que um benefício do que estava no "velho" morre movemos céus e terra para voltar ao velho?! Se lutamos por uma sociedade igualitária ela não será justa e vice-versa. Isso de justo e igual reinando em paz é fantasia humanista. continuar lendo

Concordo completamente! Acho que um ficar em casa enquanto tem filhos é indiscutível! O problema é que as pessoas entendem o termo "igualdade" como argumento para entrincheirarem-se a fim de fazer do "lar" um campo de batalha onde o homem é o inimigo. continuar lendo

Não pode haver diferença. Escolhas pessoais não podem onerar a sociedade como um todo. Não sabe escolher macho e escolhe um vagabundo q não ajuda? É escolha. Então arque com ela. Não pode ser custo para a sociedade. continuar lendo